TUDO O QUE VOCE PRECISA SABER SOBRE: CRIPTOMOEDAS/CARDANO

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CONHECENDO UM POUCO SOBRE CRIPTOMOEDAS.

Desde 2008, quando alguem com o codinome de
Satoshi Nakamoto, terminou um trabalho, e
expos ao mundo a sua criação, um ativo que
revolucionaria o mundo através da sua cadeia de
blocos chamada de Blockchain, o mundo vem
experimentando essa evolução. Em 22 de maio de
2010, houve a primeira transação ou compra
registrada com o ativo criado por Satoshi
Nakamoto, duas pizzas foram compradas por
10.000 Bitcoins, vamos aos poucos transcrever
um pouco sobre o que se tornou o mundo das
cryptomoedas e seus projetos, pois é um mundo
com infinita e infinidades de aplicações, vou
ensinar como investir, comprar ou vender esses
ativos, e como fugir das piramides montadas
para roubar o dinheiro das pessoas.
Se você esta tentando entrar neste mundo de cryptomoedas e
não consegue entender o valor que tem um bitcoin, tem medo que
isto seja uma bolha, que bitcoin não tenha lastro, acha que bitcoin é
uma pirâmide para tirar dinheiro de pessoas desavisadas, e tem
outras dúvidas similares a estas que são recorrentes de iniciantes,
você está no lugar certo.
Bem, sei que adentrar neste mundo exige conhecimento ou alguém
de confiança para que se possa confiar seus ativos, no entanto
estou aqui para lhe ajudar a compreender e entender esse
processo.
O jeito “certo” seria começar por onde o Bitcoin realmente teve
seu início: O white paper (artigo) de 2008 escrito por Satoshi
Nakamoto (figura controversa com identidade até então não
totalmente desvendada).
Porém, por se tratar de um sistema evidentemente complexo, este
não é um artigo de fácil absorção para iniciantes, mesmo
traduzido para o português.
Envolve conceitos computacionais (como chaves privadas e
públicas), conceitos matemáticos (para cálculo de estimativa de
complexidade) e conceitos de economia (transações financeiras,
inflação, unicidade, double spending, etc).
Se você é do tipo que não gosta de estudar a fundo, aqui estão as
respostas rápidas para você poder pelo menos começar a se
aprofundar no mundo das criptomoedas:
Bitcoin tem lastro?
Muitas pessoas (inclusive alguns economistas) acham que é possível
desqualificar o Bitcoin fazendo esta pergunta. A resposta é um
pouco mais complexa do que um simples sim ou não.
Esta pergunta é similar a perguntar qual é o lastro do ouro. Não faz
muito sentido.
Por quê?
Bitcoin É o ativo financeiro, Bitcoin é o ouro digital, mas ao mesmo
tempo tem características de moeda, o que gera muita confusão para
quem está tentando encontrar uma comparação de algo que já exista
para o Bitcoin.
O que é essa tal de Blockchain?
É a tecnologia/mecanismo proposto no white paper acima para fazer
o Bitcoin (e outras criptomoedas) funcionar, bem como todo tipo de
transação ou envio e registro de documentos de qualquer tipo de
empresa.
Ele é como se fosse um livro de registro de transações financeiras
público e distribuído entre os participantes da rede.
Cada criptomoeda tem o seu próprio blockchain, e portanto sua
própria rede.
É claro que para funcionar corretamente como sugerido, há muito
mais para se entender do que o explicado brevemente no white
paper.
Para você ter ideia, esta é a documentação oficial do blockchain do
Bitcoin para desenvolvedores: https://bitcoin.org/en/developer-guide#blockchain
Se você só pretende usar criptomoedas como um mero usuário, não
precisa entender a fundo o funcionamento interno da blockchain.
Mas é bom saber pelo menos os conceitos principais, e o porquê ele
representa uma revolução.
Como o blockchain surgiu?
Apesar de hoje a aplicação do blockchain estar se
dissociando do bitcoin, essa tecnologia começou junto
com a criptomoeda. O conceito do primeiro blockchain
público nasceu em 2008, no artigo acadêmico Bitcoin: um
sistema financeiro eletrônico peer-to-peer, publicado por
uma pessoa ou grupo sob o pseudônimo de Satoshi
Nakamoto.
Criado em um cenário de crise mundial e bolha
imobiliária, o bitcoin nasceu para, entre outras coisas,
prevenir o gasto duplo e aumentar a confiança das
transações financeiras, levando-as para a internet.
No ambiente digital, os dados podem ser copiados,
alterados e trocados. O blockchain foi a solução para
eliminar as duas primeiras características: uma pessoa
não pode gastar 1 BTC duas vezes ou dizer que te enviou 10
BTC mas transferir apenas 0,01 BTC, por exemplo.
Em termos simples: como funciona?
Eu sei que os termos técnicos não são muito convidativos para o
público amplo entender o que é blockchain; só o nome da tecnologia
já causa estranhamento. Mas prometo que vou tentar explicar da
forma mais simples possível, sem distorções. Vamos lá.
O blockchain é uma rede que funciona com blocos encadeados muito
seguros que sempre carregam um conteúdo junto a uma impressão
digital. No caso do bitcoin, esse conteúdo é uma transação
financeira. A sacada aqui é que o bloco posterior vai conter a
impressão digital do anterior mais seu próprio conteúdo e, com essas
duas informações, gerar sua própria impressão digital. E assim por
diante.
Vamos dizer que você va reconher um tataraneto, atraves do teste de
DNA, é impossivel que o teste de errado se voces tiverem a mesma
linhagem, não tem como modificar os DNAS para que dê o resultado
que você queira no final.
Pronto: Isso é Blockchain.
Aprofundando: qual é a do blockchain?
Antes de falar sobre a cadeia de blocos (blockchain), temos que
entender como funciona o hash. Agora que podemos encarar termos
técnicos, posso dizer que o hash é uma função matemática que pega
uma mensagem ou arquivo e gera um código com letras e números
que representa os dados que você inseriu.
Essencialmente, o hash pega uma grande quantidade de dados e
transforma em uma pequena quantidade de informações. É a
“impressão digital” de algum arquivo, ou, no caso do blockchain, de
um bloco. Nesse sistema de blocos encadeados, essa impressão
digital é fundamental.
O hash vai assinar o conteúdo do bloco; caso qualquer informação
seja alterada, o hash muda. Quando você gera um novo bloco que
também contém o hash do anterior, cria uma espécie de selo: é
possível verificar e sinalizar se algum bloco foi alterado, para então
invalidá-lo. Essas informações de blocos são escritas no ledger, que
pode ser traduzido para livro-razão; é onde todas as transações, no
caso do bitcoin, ficam gravadas. Depois de escritas, elas não podem
ser apagadas.
Cada rede de blockchain também tem “nós”, que agrupam
participantes que têm o mesmo interesse; no bitcoin, é transferir
dinheiro. Esses nós podem ser tanto transacionais, que escrevem ou
geram blocos, quanto mineradores, que verificam se o bloco escrito
é válido.
Como você deve ter imaginado, é
daí que vem o termo minerar
bitcoin. Desde o começo, a
blockchain
é tão seguro por um mecanismo de consenso de prova de trabalho
(PoW, na sigla em inglês), que usa poder de processamento para
resolver cálculos matemáticos muito complicados para assegurar
que o hash criptográfico do bloco é válido.
Quando alguém resolve a operação e consegue validar o bloco, recebe
uma recompensa – as outras pessoas da rede também conseguem
confirmar que o resultado é correto.
Alex Braz, CTO da Star Labs, explicou na Web.br que esse
mecanismo de consenso é comparável ao jogo de puzzle Sudoku: é
difícil resolver o problema, mas é fácil verificar se ele está resolvido.
Agora que você já conhece os principais elementos do blockchain,
posso dar a definição mais técnica que André Salem, pesquisador do
IBM Blockchain, apresentou em sua palestra:
O blockchain é uma rede de negócios segura, na qual os participantes
transferem itens de valor (ativos), por meio de um ledger (livrorazão)
comum distribuído, do qual cada participante possui uma
cópia, e cujo seu conteúdo está em constante sincronia com os
outros.
As vantagens do blockchain
Legal, mas quais as vantagens do blockchain? Já é hora de fazer as
instituições do país ruírem? Botar fogo na República? Não tão cedo.
Tanto o blockchain quanto o bitcoin eliminam
intermediários, mas há algumas diferenças
entre ambos. Na minha visão, o bitcoin
ganhou um viés mais cyberpunk, de derrubar o sistema financeiro e
as instituições através da criptografia. Enquanto isso, o papel do
blockchain é mais prático: assegurar a confiança entre as empresas
— não à toa é chamado também de “protocolo da confiança”.
Além de confiança, outras palavras que assisti muito, nas palestras
sobre blockchain foram responsabilidade,
transparência e segurança. Principalmente por conta desses quatro
conceitos principais de blockchain.
• Ledger distribuído: o livro-razão, sistema de registro das transações
• e blocos, é compartilhado por toda a rede e todos podem ver;
Privacidade: é possível garantir a visibilidade adequada para a rede, já
• que as transações conseguem ser verificáveis. O termo “adequado” é
• importante; no bitcoin, todas as informações da transação são
• públicas. No blockchain, partes sensíveis do ledger podem ser
• ocultadas (como o endereço de alguém), sem prejudicar a
• verificação do bloco;
• Contrato inteligente: um documento que não pode ser alterado depois de escrito. É possível firmar contratos e autorizar (ou não)
• transações de acordo com os termos estabelecidos;
• Consenso: as transações são verificadas pelos participantes da rede
• e não podem ser fraudadas;
• Graças a toda essa tecnologia, as vantagens e aplicações do
• blockchain são imensas. Por exemplo, um sistema que agiliza
• pagamentos internacionais. Como o blockchain elimina
• intermediários, as transações acontecem em tempo real, com menos
custos e sem perder em segurança, já que elas podem ser verificáveis
e auditáveis. O risco de fraudes é reduzido por meio de contratos
inteligentes.
Sem ir tão longe, o setor financeiro já se beneficia com a
característica principal dos blocos que evita gastos duplos e fraudes
na escrita; o dinheiro não pode ser copiado, diferentemente de um
arquivo. Mas o blockchain tem aplicações além das finanças; veja
toda a logística de uma venda funcionando:
“A nova tecnologia da IBM pode possibilitar que um agricultor na
Samoa [país da Oceania] faça uma transação com um comprador na
Indonésia. O blockchain seria usado para registrar os termos do contrato, gerenciar a
documentação do
comércio, permitir que o agricultor forneça uma garantia, consiga
letras de crédito e finalize a transação com pagamento
imediato”, exemplificou a IBM quando apresentou o sistema de
pagamentos internacionais.
• A Microsoft, IBM e outras grandes empresas de tecnologia têm suas

• próprias iniciativas e consórcios para financiar pesquisas e

• desenvolver soluções corporativas em blockchain.

• Embora o bitcoin seja criticado como uma bolha sem fundamentos
sólidos, muito se fala em uma revolução blockchain. A tecnologia
• introduzida com a criptomoeda tem milhares de aplicações práticas
• em diversas indústrias. O blockchain provavelmente não vai tomar
• conta do mundo, mas uma coisa é certa: a tecnologia não parece ter
• prazo de validade, como o bitcoin.
• Muitos Paises, inclusive o Brasil, os politicos tem tentado
desqualificar as Criptomoedas, dizendo que é fraude, que esta ligada
ao cibercrime, lavagem de dinheiro… etc…, o que eles não querem é
que acabe a mamata deles de poder roubar a vontade, comma
instalação da Blockchain nos órgãos Governamentais, seria
impossivel desviar dinheiro, pois tudo ficaria registrado na
Blockchaim e ninguém poderia alterar para desviar dinheiro de
qualquer obra ou serviços, pagamentos, tudo seria as claras.
• O que esses Governos estão fazendo é nadar contra a correnteza, pois
a Blockchain é muito maior do que eles podem imaginar, ela é muito
maior do que a própria internet.
Por que existe mais de uma criptomoeda?
O Bitcoin foi o ponto de partida de tudo: A primeira criptomoeda
proposta e desenvolvida.
Como tudo no mundo pode ser melhorado, outras criptomoedas
foram criadas para suprir “deficiências” do próprio Bitcoin, e até
mesmo fornecer funcionalidades extras.
São estas diferentes características em cada moeda que as tornam
únicas e lhes conferem certo valor.
Não se assuste com o número, mas atualmente há cerca de 2000
criptomoedas registradas no
coinmarketcap: https://coinmarketcap.com/
Porém, ainda hoje o Bitcoin é sem dúvida a criptomoeda mais forte e
difundida, e atua como referência de valor para praticamente todas
as outras.
De quebra é bom você saber que as moedas são geralmente
identificadas por suas unidades. Assim como o Dolar é USD, e o
Euro é EUR:

Bitcoin é BTC
•Ethereum é ETH
•Cardano é ADA
•E assim por diante.
•Portanto os investimentos em criptomoedas, podem ser feitos em
• varias Altcoins ( que é como são chamadas as moedas que viram
• depois do Bitcoin)
Bitcoin é Moeda?
Provavelmente, o que você mais deve ler/escutar sobre Bitcoin é que
ele é uma moeda virtual, pois você pode realizar transações.
Entretanto, atribui-lo como moeda é limitar às possibilidades que
suas propriedades intrínsecas possuem.
Aswath Damodaran, um dos Gurus de Valuation, possui 4 prismas
para classificar um investimento: Moeda, Ativo, Commodity,
Colecionável.
Olhando para essas classificações é fácil reconhece-las no Bitcoin:
•Moeda: É um instrumento de troca, Reserva de Valor;

•Ativo: Não possui um passivo, ELE é o próprio bem, um ativo em si
mesmo.
•Commodity: Possui outros usos, que não somente um bem monetário
(Ex. Uso para Registro de Ativos);
•Colecionável: É escasso, não pode ser valorado, apesar de poder ser
precificado.
O consenso que está se tornando mais aceito, não é encaixá-lo em
uma classificação existente e que ele pode ser considerado uma nova
classe ativo financeiro.
É o primeiro experimento de material digital genuinamente escasso,
que não possui um órgão gerenciador e que o incentivo de quem
segue as regras é maior dos quem não às seguem.
O que é mineração?
Assim como no passado se minerava ouro, a blockchain permite que
mineradores recebam um “prêmio” por acertar um desafio
matemático.
Este “desafio” matemático requer muito trabalho computacional, e a
dificuldade deste desafio é sempre ajustada pelo sistema

automaticamente, de forma que o tempo necessário para se resolver
seja cerca de 10 minutos (para evitar que o surgimento de
computadores mais potentes acelere o tempo de mineração).
Como este processo é dispendioso, diz-se que o bitcoin funciona com
POW (proof of work), ou prova de trabalho em Português.
O computador (minerador) que acertar o desafio está provando que
trabalhou bastante para merecer aquela recompensa, que será
paga em bitcoin ao minerador.
Quanto mais se trabalha para conseguir algo, mais este algo tem
valor.
Em outras palavras, para se minerar bitcoin você gastará eletricidade
(e muita), ou seja, não compensa mais minerar no computador da
sua casa hoje em dia.
No início eram poucas pessoas minerando, portanto o desafio era
mais simples, e maior a probabilidade de ser o minerador premiado.
Quem minerou no começo, acumulou muito bitcoin, porém o seu
valor era baixo ou quase nulo, e quem entendeu a genialidade de
sistema e guardou seus bitcoins hoje está sorrindo à toa.
Como hoje há muita gente minerando, a complexidade do desafio
aumentou muito, de forma que foram criados grupos de mineração
(pools): Pessoas que juntam seus computadores para somar o poder
de processamento, e dividem o “prêmio” entre si quando acertam o
desafio.

Veja que este processo se assemelha muito à mineração de ouro: No
passado era fácil encontrar ouro com pouco esforço, mas hoje em
dia o esforço para minerar ouro é muito maior. E quanto mais
escasso um recurso, a tendência é que seu valor aumente.
Assim como o ouro, o Bitcoin é escasso, pois o sistema foi
programado para permitir minerar um limite de 21 milhões de
bitcoins. Quando este limite for atingido, não será mais possível
minerar, e não há forma de aumentar este limite, o que confere a
moeda um caráter deflacionário.
Bitcoin é uma pirâmide financeira?
Tenha isto em mente: Aonde tem dinheiro, tem gente aplicando
golpe.
Bitcoin é uma pirâmide? NÃO!
Tem gente montando pirâmides usando bitcoin? Infelizmente
sim!
Isto precisa ficar muito claro desde o início.
Criptomoedas são terra fértil para quem gosta de aplicar golpes,
principalmente pelo seu alto caráter de segurança, que dificulta
bastante o rastreamento.

Porém, não se deve misturar as coisas: Gente mau intencionada
existe em qualquer lugar.
Depreciar o Bitcoin por causa de pirâmides que o utilizam é no
mínimo má fé.
Pirâmides, crimes e golpes existem utilizando Real, Dolar, e qualquer
outra moeda, e nem por isso dizemos que o problema está na moeda
em si.
E as mineradoras online (cloud mining)?
Inúmeras mineradoras “online” de bitcoins são na verdade grandes
esquemas de pirâmide financeira (ponzi schemes).
Muitas até pagam corretamente seus membros no início, para dar a
impressão de empresa séria e incentivá-los a proliferar de forma
orgânica o esquema, oferecendo ganhos extras ao afiliado que
conseguir um novo membro através de um link de indicação.
E esta tática funciona muito bem. Basta procurar qualquer vídeo de
mineração no youtube para ver a seção de comentários lotada de
gente mandando links de afiliação. Muitos por pura ingenuidade,
muitos por má fé mesmo.
Mas… todo sistema de afiliação é por si só um esquema de
pirâmide?
Na verdade não!

Se no final da cadeia há a troca do dinheiro por algo de valor (como
um produto, ou serviço), eu pessoalmente não vejo problemas.
Grandes sites utilizam sistemas de afiliação para vender seus
produtos, e não há problema com isso.
É exatamente como comissionamento de
corretores de imóveis, ou de uma agência de viagens funciona aqui
no mundo real. Os corretores se esforçam para mostrar o valor de
um produto, ou gastam seu tempo oferecendo um serviço e são
remunerados pelo esforço/tempo dedicado na venda.
Porém, se no final da cadeia só há dinheiro (seja real, dolar, bitcoin
ou ethereum)… tenho más notícias para você.
E não se engane, alguns esquemas fingem que estão vendendo um
produto para tentar ocultar a sua verdadeira intenção: conseguir
mais pessoas para colocar dinheiro no próprio esquema.
De maneira simples: Se alguém te aborda tentando te convencer de
que o esquema é bom, em vez de convencer que um
determinado produto ou serviço é bom, e se você precisa se
envolver/comprometer com a empresa por trás do produto/serviço,
há 99% (para não dizer 100%) de chances de ser uma pirâmide.
Quando a empresa atingir um determinado número de
membros/lucro, muito provavelmente vai sumir do mapa, pois o
negócio é insustentável. É o que já aconteceu diversas vezes.
Quer uma dica? Fuja destes esquemas!
Veja aqui o porquê:

Eu pessoalmente não vejo um motivo sequer para alguém montar
uma mineradora de bitcoins e precisar do seu dinheiro, sendo que o
resultado da mineração é de fato o dinheiro em si.
Vale lembrar que a complexidade de mineração aumenta com o
tempo e com o aumento no número de pessoas minerando, o que
significa que os custos de se manter mineradoras (eletricidade e
hardware) irá aumentar substancialmente, como tem de fato
acontecido durante os últimos anos.
Se você achar um bom motivo para entrar em um esquema deste, vá
em frente, mas depois não diga que eu não avisei. Lembre-se da
regra de ouro: Não existe almoço grátis.
Se você quer de fato minerar, associe-se a um pool de mineração, que
não te cobra nada, e que irá te remunerar pela quantidade de
processamento emprestada pelo seu computador para resolver o
desafio matemático. Mas no final do mês, veja se o quanto ganhou
pelo menos cobriu o aumento na sua conta de luz. Talvez você
finalmente entenda o porquê Bitcoin se valoriza, e o porquê cloud
mining é insustentável.
Se souber Inglês, leia um pouco os comentários deste reddit aqui2 e
veja que não sou o único que têm esta opinião.
Gente inocente reportando que duplicou seus ganhos com cloud
mining, enquanto o bitcoin em si havia triplicado de valor no mesmo
período. Resumo: teria sido melhor comprar bitcoins e não fazer
nada.

Enquanto o preço do Bitcoin estiver subindo, talvez você tenha a
impressão de estar multiplicando seu investimento, mas na verdade,
a maior parte deste lucro que já deveria ser seu devido à valorização
da moeda ficou com a mineradora.
E no final das contas, na minha opinião, é só a valorização atual do
Bitcoin que têm mantido boa parte destas mineradoras no ar.
Se alguém tentar te convencer a entrar em um esquema desse, e vier
acompanhado de um link de afiliação… abra o olho!
O que são as carteiras de criptomoedas?
Primeiramente, o nome carteira na minha opinião é muito ruim,
pois confunde muito quem é iniciante.
Por quê?
Bem, nós sempre associamos que uma carteira é o lugar aonde
guardamos dinheiro, certo?
Desta forma os iniciantes acreditam que ao criar uma carteira bitcoin
no celular ou no computador, os bitcoins estarão lá.
Isto não é verdade.
Os bitcoins não ficam “na” carteira. Seus bitcoins (e todos os outros)
estão “na” blockchain, e eles nunca sairão de lá.

Imagine um cofrinho virtual e transparente que contém uma
etiqueta com seu nome colada no lado de fora, e um cadeado para
abrir e retirar o dinheiro.
Quando alguém quer depositar dinheiro para você, a pessoa deposita
no cofre que tem a etiqueta com o seu nome, e para você mexer no
dinheiro de dentro do cofre (ex. transferir para outra pessoa) você
precisa abrir o cadeado.
Pelo fato do cofre ser transparente, qualquer pessoa que saiba qual
cofre é o seu poderá descobrir quanto de dinheiro você tem lá
dentro.
Neste exemplo:
A etiqueta com seu nome é o que chamamos de chave pública.
A chave que abre o cadeado é a chave privada.
Quando criamos uma carteira de bitcoins, estamos na verdade
criando um par de chaves: A que identifica sua
carteira/cofre (chave pública), e a que abre o cadeado do
cofre (chave privada).
A parte mais interessante é que a partir do momento que você cria as
chaves, você já se torna dono deste cofre virtual, e poderá enviar.
seus bitcoins para outros cofres (quando estiver conectado, é claro)
E mesmo que esteja desconectado, ainda pode receber bitcoins, pois
tudo acontece na blockchain. Para enviar seus bitcoins para outra
pessoa, aí você precisa estar conectado, é claro.

Agora a parte mais importante é: Guarde sua chave privada
com segurança.
Esta chave privada (assim como a pública) não é nada mais do que
uma sequência longa de letras e números, e pode muito bem ser
escrita em um papel (também conhecido por paper wallet), ou em
formato Qr-code.
que acontece se você perder a chave
privada?
Seus bitcoins ficarão presos dentro deste “cofre” virtual eternamente.
Há casos de gente que minerou muitos bitcoins lá no início, e perdeu
a chave privada. Ou seja: não é possível movimentar os bitcoins do
“cofre virtual”. Estão presos lá para sempre (ou até alguém descobrir
a chave privada, que é matematicamente improvável).
O que acontece se alguém pegar a sua chave privada?
Esta pessoa poderá movimentar os bitcoins para outra carteria, sem
nenhuma chance de você pegá-los de volta.
Resumo: Cuide da sua chave privada.

Sempre que criar uma nova “carteira” de bitcoins (ou seja, um par de
chaves), faça o backup da chave privada e assim você garante que se
seu computador ou celular pifar, você ainda conseguirá ter acesso
aos seus bitcoins.
•Não digite a chave privada em sites desconhecidos
•Não deixe sua paper wallet à vista
•Tenha mais de um backup das chaves (de preferência em lugares
• diferentes e protegidos)
Bitcoin é investimento?
Como foi dito, criptomoedas são ativos financeiros de valor variável
totalmente definido pelo mercado.
A volatilidade é muito alta para a maioria das moedas, portanto
basta olhar o gráfico de variação para entender que praticamente
qualquer criptomoeda no curto prazo apresenta alto risco.
E vale a pena investir? Bem, depende muito do tipo de investidor que
você é.
Algumas pessoas por exemplo vivem de fazer trade (trocas) entre
criptomoedas: tentam vender na alta e comprar na baixa da cotação.
Se você está começando agora, e nunca fez trade, aconselho
fortemente a não fazer isto. Trader é uma profissão séria e requer
muito estudo (e tempo).
Geralmente o iniciante que começa a fazer trade sem nenhum
conhecimento acaba perdendo todo o dinheiro. Não seja esta
pessoa.
Eu particularmente tenho o perfil de holder (o cara que compra e
segura a moeda esperando valorizar).
Não gosto de ficar acompanhando cotação o tempo todo.
Nota: Se você vir por aí alguém falando “HODL!”, saiba que é um
termo no mundo de criptomoedas indicando que você não deve
vender, mas esperar o aumento do preço. (piada com a palavra hold)
O que são exchanges?
São casas de câmbio que permitem trocar uma moeda por outra.
Algumas só operam com trocas entre criptomoedas, e outras com
trocas de moedas estatais (Dolar, Real) para criptomoedas e viceversa.
Para comprar Bitcoin aqui no Brasil com Real há algumas opções,
como o MercadoBitcoin, FoxBit, ou a BitcoinToYou.
No exterior há inúmeras exchanges que dão a possibilidade de
comprar outras criptomoedas com Bitcoins que não são negociadas
atualmente nas exchanges Brasileiras.

O que fazer depois de comprar Bitcoin em
uma exchange?
Se sua ideia é comprar bitcoin para guardar (e não fazer trade), a
primeira coisa que deve fazer é mover seus bitcoins para uma
carteira privada.
Explico:
Ao efetuar uma compra em qualquer exchange seus novos bitcoins
aparecerão em sua conta, mas eles são seus somente na teoria. Por
que?
Eles estão salvos em uma carteira (aquele cofre transparente) da qual
você não possui a chave privada. Esta chave está sob comando da
própria exchange.
Enquanto você não mover estes bitcoins para a sua carteira própria
(da qual você possui a chave privada), este bitcoins podem
simplesmente “desaparecer” caso a exchange feche as portas.
Isto não é fantasia. Diversas casas de câmbio fecharam as portas e
levaram os bitcoins de clientes junto. O caso mais famoso é o da
exchange MtGox.
Portanto, mantenha o dinheiro em carteiras controladas pela
exchange somente quando for necessário: Quando for efetuar
troca por outra moeda.

É importante notar que para transferir bitcoins entre carteiras na
blockchain, uma taxa é paga aos mineradores da rede. Novamente:
Não existe almoço grátis, e é isto que garante o bom funcionamento
do sistema.
Lembre-se também que as exchanges vivem do pagamento de taxas,
e cada uma pratica valores diferentes.
Resumo: Você vai pagar uma taxa para a exchange para converter de
Real para Bitcoin, e mais uma taxa na rede bitcoin para transferir da
exchange para a sua carteira privada.
Por que Investir Quando o Mercado de
Criptomoedas Está em Baixa
Desde o início do Bitcoin, as plataformas Blockchain evoluíram em
sofisticação e trouxeram à luz do dia as margens e os problemas com
os quais se depara ao tentar projetar um sistema financeiro justo e
eficiente que funcione em escala planetária.
E apesar do aversivo reacionismo do Bitcoin à ‘mudança de regime’
que impediu que cumprisse suas promessas, a Ethereum não tem
medo de inovação e, de fato, viu um enorme progresso,
independentemente dos tropeços ao longo do caminho.
A tecnologia Blockchain, e o ecossistema Ethereum em particular,
tornou-se um importante motor de inovação na indústria atual,
como visto com a Ethereum Enterprise Alliance e as várias redes de
cooperatividade que se formam ao longo do caminho. Ethereum
também conseguiu cultivar uma comunidade vibrante em torno dela
e é atualmente a líder de fato de plataformas de contratos
inteligentes e desenvolvimento de aplicativos descentralizados.
Ethereum, ao unir o blockchain com uma máquina executora de
código simples, criou os meios de não apenas permitir que pessoas
transacionem em qualquer parte do globo, de várias maneiras mas
também sem a necessidade de confiança e preparou o torreno para o
desenvolvimento da Web 3.0.
No proximo Topico falaremos sobre a Uma Criptomoeda de 3ª geração chamada Cardano, sendo o Bitcoin a 1ª Geração, e o Ethereum a 2ª geração.
Paulino Gerlack.